Templo Zu Lai – O maior templo budista da América Latina

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Fui muito surpreendido por uma amiga. Recebi o convite para conhecer o Templo Zu Lai em Cotia – SP de uma maneira muito inusitada. Na verdade foi engraçado, porque passei uma semana toda lendo sobre o lugar e do nada me apareceu esse “chamamento”. Coincidência ou não, aceitei o convite na hora!

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Virei a noite trabalhando e nem valia a pena voltar pra casa, eram 6h da manhã e eu já estava na estação Liberdade. Um frio danado tomava conta daquela manhã do dia 18/08/13. A saída do ônibus para o Templo Zu Lai estava prevista para as 8h30min. Fiquei aguardando não apenas a hora chegar, mas também a Suzana, a mochileira que me fez o convite.

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Fiquei observando o entra e sai da catraca do metrô, e notei como São Paulo é incrivelmente alternativa. Tem gente de todo o tipo e de todos os estilos. Preciso aprender a valorizar e a enxergar a cidade onde vivo. Definitivamente a correria do dia-a-dia me cega.

Enfim, após Suzana chegar, já partimos para o local de saída do ônibus. O transporte é gratuito e não precisamos fazer reserva alguma, mas tivemos que chegar um pouco antes das 8h para garantir um lugar – embora existam mais de um ônibus. A condição do veículo é ótima (sem ironia). Partimos quase que instantaneamente para o Templo Zu Lai, a viagem foi bem tranquila e foram aproximadamente 40min de estrada. O trânsito domingueiro cooperou bastante.

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Chegamos ao Templo Zu Lai e logo de cara sentimos um clima diferente. Tivemos muita sorte, porque naquele domingo acontecia um evento de grande importância para os adeptos da religião budista, era o dia da Recitação do Sutra Ullambana e Cerimônia do dia da Sanga.

Explicação:

O ritual do Sutra Ullambana é para a “libertação do sofrimento”, e, especificamente, refere-se à salvação das almas angustiadas no inferno.

Não vou focar na cerimônia por respeito à religião e por falta de conhecimento. Não quero colocar textos Wikipedianos, ta bom?

Por um momento senti que estávamos invadindo um espaço sagrado, mas ao mesmo tempo permanecíamos muito contentes por presenciar um ritual tão incomum aos nossos olhos. Suzana foi bem mais cara-de-pau que eu e perguntou bastante sobre o ritual, devido a isso, conseguimos absorver algumas informações. Mas não muitas.

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O templo é incrivelmente grande e nem parece que fica tão perto da capital paulista. O ambiente proporciona uma tranquilidade atípica, e nos tranquiliza de uma maneira bem direta. Até tentamos assistir o ritual, mas preferimos acompanhar de fora do “templo” para poder filmar e tirar fotos, já que lá dentro não era permitido. Logo na entrada do salão principal – que recebe o nome de Sala do Grande Herói – existia uma espécie de caldeira (definição péssima), que servia como devoção aos entes falecidos. É um ritual bem bonito e nos aguçou à curiosidade.

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O ponto alto foi sem dúvida a apresentação do leão, – confesso que na hora pensei que fosse um dragão – santa ignorância, não?!  Nessas horas que percebemos que nada sabemos, mas tá valendo. O aprendizado é constante.

Ficamos um bocado de tempo tirando fotos dos arredores, das estátuas, das flores e principalmente curtindo o ambiente à nossa maneira. Tivemos um contato bem legal com os saguis, há dezenas deles por alí. Foi bem legal.

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O Templo Zu Lai é muito bem estruturado e conta com museu, biblioteca, playground e restaurante. É um passeio para todas as idades e pode ser um perfeito programa dominical, além de ser bem rico em cultura.

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Se você não conhece o Budismo, poderá ficar um pouco perdido, já que não existe muita explicação nos arredores, mas tem a opção de contratar um guia. Se tiver interesse em conhecer, vale a pena!

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Templo Zu Lai

Estrada Municipal Fernando Nobre, 1.461

Cotia – São Paulo – Tel: (11) 4612-2895

Veja o Site | zulai@templozulai.com.br

 

Horário de Funcionamento:

2ª feira: Fechado
3ª a 6ª feira: das 12h às 17h
Sábados, domingos e feriados: das 9h30 às 17h

 

Como chegar:

De ônibus: (aos domingos): Rua Dr. Rodrigo Silva ao lado da loja Ikesaki, próximo a Estação Liberdade do Metrô.

De Carro: Vire a direita no Km 28,5 da Raposo Tavares – Sentido São Paulo. Na Rua Fernando Nobre, siga por 1,5km e o Templo Zu Lai estará a sua esquerda.

 

Como ir embora:

Pode-se esperar o ônibus de volta no templo, mas se quiser sair mais cedo, tem a opção de andar um pouquinho e tomar um ônibus na Raposo Tavares. Na saída, pegue a direita na Rua Fernando Nobre e ande aproximadamente 1,5km,  É rapidinho. A calçada é estreita em determinadas partes, mas da para ir tranquilo.

 

Valor:

Ônibus e entrada gratuita.

 

Regras de conduta no Templo Zu Lai

Não vá com roupas inadequadas (Decote, regatas, bermudas, chinelos…);

Não faça barulho (Não se exceda falando alto ou fazendo algazarra);

Não pegue nada que não lhe tenha sido oferecido;

Não fume absolutamente em nenhum local do templo;

Não se deite ou assuma postura desleixada em qualquer dependência;

Não toque nos instrumentos de darma;

Não fotografe nem filme as práticas e cerimônias sem autorização prévia;

Não faça piquenique em área alguma (O templo oferece lanchonete e refeitório);

Não ostente intimidades (beijos, abraços e carícias);

Não faça aglomeração na porta do templo principal (Evite perturbar a concentração e o momento de oração dos praticantes).

Não traga animais de estimação;

Não é permitido entrar com carnes (de qualquer tipo), seus derivados,  e bebidas alcoólicas.



Rafael Kosoniscs tem 33 anos, é paulista, publicitário, guia de turismo e estudante de jornalismo. É viciado em viagens de mochilão — seja em cidades ou em meio à natureza. Tem o montanhismo como paixão, sonha em dar a volta ao mundo e escrever um livro.


5 comentários em “Templo Zu Lai – O maior templo budista da América Latina

  1. Denise

    Rafa, no ZuLai tem almoço vegetariano de preço bem acessível. Apesar de não experimentar e nem criar expectativas da carne de soja, todo o restante vale a pena. Não me lembro se era aos sábados ou domingos. Só sei que é bom chegar com antecedência para pegar lugar.

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  2. Rhose

    Fui no Templo Zu Lai e amei! Peguei o busão do templo mesmo, no bairro Liberdade, em frente a Ikesaki. Saiu religiosamente as 8:30hs… DICA: Não sente nos primeiros 4 bancos da frente… eles são reservados… 😀 Paguei mico pq fui logo sentando na frente e só depois fui saber que não podia e aí quase não tinha mais lugarrrr! rsrs Outra dica: Procurar saber mais sobre a filosofia do lugar ajuda a aproveitar mais o passeio… fui, confesso mais pela beleza do lugar e senti falta pq cada coisa tem um significado lá… 😉 Quem depender de onibus normal, pode ir tranquilo pq descendo na Raposo Tavares (km 28,5) é muito facil ir a pé, o trajeto é curto. Bom, eu adoro andar então é tranquilo e seguro. Para voltar é só pegar a passarela e o ponto na volta sempre tem gente esperando o busão… Vai que vale a pena!!!!

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  3. Márcia Rossmann

    Olá, fui conhecer o Templo Zu Lai no dia 06/Nov/2015 Domingo, fui de carro do bairro Bela Vista-SP até Cotia uns 45 minutos, tranquilo.

    O lugar é muito calmo e bonito. Muito bem cuidado.

    Neste espaço possui:

    – uma loja de venda de objetos e livros, ao qual achei bem caro.
    – um cafe, onde vendem pão de forma, pães doces e salgados de excelente qualidade com preços bem justos. Estes pães são feitos pelas pessoas do próprio Templo.
    – um refeitório, onde servem almoço por R$ 28,00 por pessoa não incluso bebida/sobremesa. Achei o preço caro e a qualidade não me agradou.

    Em nenhum desses espaços é aceito cartão de débito/crédito tudo é em $ ou cheque.

    É oferecido aos visitantes uma apresentação/introdução a Meditação às 15 hs. que ocorreu em um espaço excelente e principalmente com um orientador excelente também, valeu muito a pena.

    A filosofia Budista é muito rica e cheia de significados, caso não tenha conhecimento, ao visitar os espaços pergunte aos discípulos colaboradores e tire suas dúvidas, eles explicam com muita tranquilidade e simplicidade vale a pena.

    Adorei o lugar e certamente eu voltarei e recomendo.

    Um abraço a todos.

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  4. Nathali

    Acho que vale a pena conhecer, mas espere por aquela falta de educação básica de um chinês ou outro. Não gostei do tratamento de um ou outro embora a maioria seja cordial. Diferenças culturais a parte, com licença, por favor e um tom de voz cordial é o mínimo que se espera de alguém que trabalha em um templo (voluntário ou não). De resto o lugar é de tirar o fôlego, muito lindo. O atendimento na loja e cafeteira é bom.

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